

Por Letícia Taveira
Terapeuta, guia de processos de reconexão com a essência. Já esteve 6 vezes na Índia em jornadas de transformação interior. Saiba mais em @leticiataveiraterapeuta
Sabe aquela viagem que te tira da zona de conforto, te desafia a cada esquina e, ao mesmo tempo, te entrega um novo mundo – tanto lá fora quanto dentro da gente? A Índia é, sem dúvida, um desses lugares. E para mergulhar nesse destino tão fascinante e transformador, o portal La Viajera tem o prazer de trazer um relato inspirador de uma mulher que viveu essa experiência de corpo e alma, e que, assim como eu, acredita no poder da viagem como instrumento de empoderamento.
Conheça Letícia Taveira, terapeuta e viajante experiente, que já esteve na Índia por seis vezes! Ela mergulhou em uma jornada que reflete muito do que buscamos no La Viajera: a coragem de se lançar, a resiliência para se adaptar e a capacidade de encontrar a própria força em meio ao desconhecido.
Preparem-se para embarcar em um relato cheio de aventura, superação e, claro, a essência empoderadora de ser uma mulher livre e viajante!
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Sabe aquela viagem “Ame ou Odeie”? Eu fiz 6 vezes! A tão amada, tão odiada e tão incompreendida ÍNDIA!!
A primeira vez que pisei naquele solo tão sagrado quanto caótico foi, sem dúvida, uma das viagens que mais me marcaram. A Índia não era um destino turístico na minha lista — era um sussurro interno.
Eu já fazia parte da Fundação Arte de Viver no Brasil e havia feito cursos de respiração e meditação que mudaram profundamente minha vida. Antes de fazê-los, confesso que achava tudo uma grande balela… Mas depois de vivenciar na pele, tudo ganhou novo sentido.
Bem no estilo “Comer, Rezar, Amar”, no capítulo do Rezar, lá fui eu pra Índia para fazer um Retiro de Silêncio e conhecer o Ashram (espaço/comunidade espiritual) da Fundação Arte de Viver. Foi num momento de transição que resolvi aceitar o chamado. Já que eu ia para a Alemanha participar de um evento da Fundação, por que não esticar a viagem até o Ashram na Índia?
Estava sem planejamento, com pouco dinheiro e, principalmente, com praticamente nenhum acesso à internet — afinal, era 2011 e estávamos na Índia. Nada de WhatsApp, mapas no celular ou tradutores automáticos.

Logo que cheguei, fui do aeroporto direto para o Ashram em Bangalore de táxi. Duas horas de um trânsito que parecia uma dança tribal entre carros, motos, caminhões, tuktuks, bicicletas, vacas, bodes, macacos, pedestres, carroças e buzinas — muitas buzinas. O trânsito é realmente pior do que vemos na TV. Buzina pra eles é um meio de comunicação. Depois fui descobrir que mesmo sem trânsito e até de madrugada as buzinas seguem a todo vapor, tudo junto e misturado, em uma dança que eu ainda não era capaz de compreender. Certamente a noção de espaço deles é diferente da nossa. Eu jurava que não cabia nem uma moto naquele espaço onde o taxista passava e buzinava pra vaca que estava passando logo a frente. Uma verdadeira aventura.
Uma das fotos que tirei resume bem: parece o caos, mas tem ritmo. Uma coreografia selvagem que me obriga a abrir mão do controle. Ali eu comecei a entender: a Índia não é para ser dominada. É para ser sentida.
Na minha cabeça de viajante de primeira viagem solo destemida, o plano já estava montado. Eu iria diretamente para o Ashram e tinha quatro dias livres antes do Retiro de Silêncio. Eu queria conhecer alguém lá que pudesse me fazer companhia para aproveitar os quatro dias para passear em cidades próximas e também viajar pelo país nos dias seguintes ao Retiro. Bem assim, com zero planejamento, praticamente nada de pesquisas prévias e zero acesso a internet. Mas eu confiava que daria tudo certo!

Quando cheguei no Ashram, eu não tinha reserva para todos os 14 dias, afinal meu plano não era ficar lá, então me mandaram conversar com a coordenadora de estrangeiros. Quando eu contei a ela meu plano, a mulher achou que eu era louca! Não me deixou sair da sala dela enquanto eu não garantisse que ficaria os 14 dias ali no Ashram!
Ela me explicou que uma estrangeira, branca e sozinha não era uma boa combinação para viajar pela Índia naquele momento, e apesar de eu seguir acreditando que aquilo era sim possível, entendi que sem plano nenhum e pouquíssima internet disponível, seria realmente muito desafiador. Me contentei em ficar por lá mesmo todos os meus 14 dias e decidi que iria aproveitá-los ao máximo.
Fui encaminhada para um quarto coletivo onde conheci minha roommate maravilhosa da Malásia. Ela falava pouco inglês, eu também, mas nos entendemos desde o princípio e ela praticamente me adotou. Foi me mostrando tudo o que eu precisava para viver aqueles 14 dias por ali.
Eu quis logo tomar um banho e ela me explicou que água quente era só das 5 às 7h da manhã, mas ela tinha uma super garrafa elétrica que esquentava água e me emprestaria se eu quisesse tomar um banho de balde, que era o que eles costumavam fazer. E lá fui eu, talvez pela primeira vez na vida, tomar um banho de balde.
Estávamos na área de visitantes internacionais e por isso tínhamos banheiros “normais”, mas dependendo de onde íamos pelo ashram, os vasos sanitários eram um tanto quanto peculiares, eu diria! No chão! Para mim, encarar uma privada no chão ou silenciar em um salão cheio de gente no Ashram, era parte de “Rezar com o corpo, com os olhos, com a alma”.
O Ashram é enorme. Parece uma cidade. Centenas de dormitórios para hóspedes (tipo de hostel), centenas de dormitórios para voluntários moradores e alguns para funcionários. Restaurante, lanchonete, loja, mercado. Tudo o que você precisa para viver, tem disponível no local. Desde pasta de dentes a guarda chuvas, bolsas, roupas.
A natureza era exuberante e em cada canto tinham artes coloridas. Mesmo com o líder humanitário e espiritual, Sri Sri Ravi Shankar, aparecendo apenas no último dia e o Ashram com menos gente do que o normal, aproveitei cada momento. Não havia grandes eventos acontecendo naquele período, o que deixou o Ashram mais vazio — quase sem turistas ou grupos. E isso fez com que eu ficasse, de fato, sozinha durante a maior parte da estadia.
As refeições eram servidas em horários específicos — café da manhã, almoço e jantar — e, nos intervalos, eu explorava o lugar. Mas, quando o refeitório abria, eu ficava ali por horas. Era minha forma de mergulhar em outras culturas. As mesas eram coletivas, e minha intenção era sentar com alguém diferente a cada refeição, puxar conversa, ouvir histórias, entender como aquelas pessoas viviam ali.
Pessoas da Índia, da Malásia, do Chile, da Rússia, do mundo inteiro. Eu as conhecia enquanto comíamos, e às vezes nos encontrávamos novamente nas refeições seguintes, aprofundando o vínculo. Foi assim que criei, ali mesmo, minha própria rede de pertencimento.


No coração do Ashram há um salão de práticas onde centenas de pessoas meditam juntas em silêncio. Um espaço sagrado, onde se respira a mesma intenção. É ali que acontecem satsangs (do sânscrito, significa “encontro ou companhia da verdade”), rituais e práticas energéticas. Tirei uma foto que gosto muito, com o salão cheio — mas, naquele período, ele esteve quase vazio. E isso também foi parte do presente.
Mesmo já tendo feito vários retiros de silêncio antes, ali vivi mais um. Mas o mais transformador foi o que aconteceu fora do retiro, nos refeitórios. Durante o retiro, eu me vi em silêncio, mas cheia. Silêncio, mas repleta de conexões. Me senti um com o todo.
Olhar nos olhos de quem varria o chão e sentir o mesmo brilho que via em Sri Sri Ravi Shankar — aquele que se tornaria um dos meus guias mais importantes — foi uma das experiências mais elevadas que já vivi. Ele, aliás, é uma mistura rara da energia da criança com a do sábio. Um mestre que sorri com os olhos e guia com a presença.
No entanto, a jornada também teve seus momentos de vulnerabilidade. Passei por um delicado. Um homem se aproximou de forma estranha. Ele parecia ser da Fundação, e por isso confiei. Mas, ao notar que seu comportamento era invasivo, percebi que ele não fazia parte dali. Tentava se encostar, me seguir… Felizmente, mulheres da Arte de Viver viram a situação e o afastaram.
Não foi grave, mas foi desconfortável. E suficiente para entender o quanto estar conectada a uma rede segura fez toda a diferença. Se eu estivesse fora do Ashram, talvez a história fosse outra. Essa lição é crucial e ressoa profundamente com o propósito de La Viajera: a liberdade de viajar não anula a necessidade de cautela e de saber buscar amparo. Como eu aprendi na pele: “Não porque você não seja forte. Mas porque há lugares que pedem apoio para serem vividos com inteireza.”
A Índia ainda é um país muito machista, acontece muito assédio, portanto é importante sim, viajar em expedições com guia.

Minha primeira experiência na Índia foi apenas o começo. Voltei à Índia mais cinco vezes. Participei de festivais como o Shivaratri e o Navaratri, fiz cursos de silêncio, Guru Puja, bênçãos e celebrações. Fui para um casamento indiano, me aprofundei na espiritualidade e me reconectei comigo mesma a cada ida. Sempre no Ashram. Sempre comigo. Cada vez, um novo mergulho. Cada vez, uma nova camada do ego caía. Cada vez, um novo reencontro com a minha essência acontecia.
Hoje eu sei: aquela primeira viagem foi o início silencioso de algo maior. Eu não fui para ensinar. Fui para lembrar de quem eu era. E ao me lembrar, me tornei aquilo que sempre fui: guia. Não porque eu planejei. Mas porque quando você se encontra, fica impossível não querer guiar outras mulheres a se encontrarem também.

A Índia, para Letícia, foi muito mais do que um destino; foi um portal para o autoconhecimento, a resiliência e a liberdade. Cada desafio se transformou em uma lição, cada momento de vulnerabilidade em uma oportunidade de crescimento. A história dela nos mostra que viajar sozinha não é sobre ser destemida o tempo todo, mas sobre se permitir viver, aprender, adaptar e, sim, buscar apoio quando necessário.
Se a Índia (ou qualquer outro destino) está te chamando, escute. Mas, como Letícia aconselha, “vá com estrutura e com consciência”.
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